Não é que eu nunca esperei um príncipe encantado. A mulher que nunca esperou um que atire a primeira pedra. Mas um dia eu percebi que eu não era princesa nenhuma e portanto, se existisse um príncipe encantado, ele não seria pra mim. Pois é, quando a gente se toca que não é uma mulher perfeita, para de esperar o homem perfeito e começa a querer um possível que seja feliz com a gente.
Então, meu par não precisa ser príncipe encantado, mas gostaria que ele fosse encantador. Do tipo que fala coisas lindas, que tire sorrisos do meu rosto, que faça meus olhos brilharem. Afinal, eu também não sou princesa encantada, mas sei dizer de coração o quanto gosto da pessoa e fazer um sorriso aparecer porque ela sabe que pode acreditar.
Não quero perfeição, desde que ele saiba admitir quando erra, e também saiba me perdoar quando o erro é meu. E quando não concordarmos em alguma coisa, que ele saiba até que ponto insistir sem que nós acabemos nos perdendo, porque eu prometo tentar fazer o mesmo.
Ele não precisa desbravar reinos para me dar um beijo que me acorde de um sono de 100 anos, afinal eu também não durmo linda, elegante e intocada. Mas seria lindo se eu acordasse com um beijinho de bom dia, mesmo que eu acorde descabelada e fale enquanto durmo. E pra recompensar, prometo beijos de boa noite.
Não preciso de alguém que se ajoelhe aos meus pés, já que eles não calçam sapatinhos de cristal. Mas não seria nada mau em um dia de cansaço ter alguém que tirasse meu all star e fizesse um carinho nos pés. E em um dia de cansaço dele, eu com prazer tiraria os sapatos dele pra fazer uma massagem.
Também não exijo que faça serenatas e nem cante pro mundo inteiro que me ama. Mas seria divertido alguém pra cantar junto comigo em casa enquanto ouvimos música, sem importar que canto mal, ou que cantasse alguma música especial ao meu ouvido pra eu me sentir tão especial como a música.
Tampouco preciso que venha montado em um cavalo branco. Desde que venha ao meu encontro, venha como vier. Mas que se vier de carro, pelo menos às vezes abra a porta para mim, me dê a mão e me faça ter aquela vontade de ir pra onde ele me levar.
Não precisa enfrentar todos os perigos do mundo por mim, mas que saiba dar um abraço daqueles que a gente sente que protegem de tudo e de todos, e que saiba que quando precisar, meus braços estarão igualmente abertos pra ele.
Quero alguém que não ligue pro meu jeitinho nerd, e, caso ele não seja também, que saiba me tirar de vez em quando da rotina maçante pra me surpreender com algum programa diferente, pra fazer minha vida mais leve. E eu vou achar lindo que ele goste de coisas tão fora da minha rotina, pra que cada um saiba tirar um tempo pra si mesmo, mas que às vezes possamos usufruir da companhia do outro praquilo que gostamos de fazer.
Não exijo que ele seja gostosão, mas se ele for, que respeite meu jeitinho sedentário e não tente me mudar. Que ele goste de mim paradinha e gordinha, porque eu vou gostar dele como ele for, e justamente por isso, não vou querer que ele mude.
Finalmente, não precisa ser atleticano, desde que me zoe só de levinho quando meu time perder pra me fazer rir junto e pra me lembrar que futebol é pra divertir, não pra estressar.
E se ele não conseguir ser assim o tempo todo, que seja quando der vontade, porque quero que ele seja assim espontaneamente, e não somente para me agradar. E que ele entenda que eu também posso às vezes não cumprir minha parte, mas que isso vai ser uma exceção, afinal, está em mim cuidar de quem eu amo. E quando ele aparecer e estiver ao meu lado, não tenho dúvidas que amarei.